UMA REFLEXÃO SOBRE O MOMENTO POLITICO ATUAL
Estamos nos aproximando do momento de tomarmos a decisão sobre quem vamos escolher para liderar a recuperação do nosso País, que passa pela maior crise de sua história. Infelizmente, o cenário que se apresenta não nos deixa muito animados, apesar de nos esforçarmos por manter o otimismo, ou melhor, precisamos ser otimistas.
O País foi levado a esta situação, por ações temerárias, tomadas por governantes perdulários, iludidos por soluções mágicas, sem contar, naturalmente, com uma absurda corrupção, em todos os níveis. Quando imaginamos, “agora acabou”, o ministério público apresenta uma nova denúncia. Quando imaginamos que todos os corruptos já foram revelados, aparecem outros mais.
Deu no que deu!
Temos agora um país com índices sociais entre os piores do mundo.
- EDUCAÇÃO – Na educação, vemos alunos em idade escolar, fora das salas de aula. Os que estudam, apresentam níveis sofríveis de aprendizado. São os analfabetos funcionais, que concorrem, negativamente, com os piores do mundo;
- SANEAMENTO – A falta de saneamento básico torna-se causa de grandes problemas de saúde, em especial entre as famílias que vivem nas periferias das grandes cidades, sem coleta de lixo, esgoto a céu aberto, consumo de água sem tratamento, degradação geral do meio ambiente;
- SAÚDE PÚBLICA – O acesso à saúde de qualidade é oportunidade para poucos. A grande maioria, que depende do sistema de saúde pública, paga todos os seus pecados, e até os pecados que não tem, nos corredores dos hospitais. Faltam vagas, medicamentos básicos, inexistência de equipamentos de ponta ou sem manutenção, deixando os profissionais da saúde impossibilitados de uma ação concreta, pela carência de recursos necessários. Um cenário assustador até mesmo para os mais preparados;
- PREVIDÊNCIA SOCIAL – A Previdência Social propõe a ser o amparo social a todos os que necessitem, tenha eles contribuído ou não, morador do campo ou da cidade ou seja, amparo social à pessoa que deixa de ser produtiva, seja pela ação do tempo, seja por um revés em sua vida, como forma de distribuição de renda e de proteção à família. Na prática, porém, o sistema cria classes diferentes de beneficiários, com um grupo de privilegiados e muitos, minimamente atendidos com os seus benefícios reduzidos, e sendo utilizado para atender necessidades básicas por serviços que deveriam ser atendidos pelo estado. O resultado do Sistema Previdenciário é a geração de déficit crescente que compromete outros seguimentos da administração pública;
- SEGURANÇA – No âmbito da segurança, nossos resultados com a perda de vidas humanas, superam os de países em guerra. Já não é mais possível dizer que não nos sentimos seguros fora de casa; não há segurança nem mesmo dentro de nossas casas;
- DESEMPREGO – O nível de desemprego é dos mais altos já registrado e resistente em cair, apesar dos níveis baixos de inflação e de juros. Mas é igualmente baixo o nível de confiança das empresas nas políticas do estado, levando-as ao arquivamento de projetos de investimento e de modernização dos processos produtivos, que venham melhorar o nível de produtividade nas indústrias, onde temos um dos mais baixo do mundo.
Como se vê, não são poucos os problemas que aguardam os novos dirigentes. Temos agora, mais uma vez, a oportunidade de fazermos a escolha daqueles que, acreditamos, terem as melhores propostas.
Percebe-se um eleitor um tanto desalentado com os políticos, e por motivos óbvios. Mas temos que fazer a nossa parte. É comum aproveitarmos o momento dos programas dos Partidos Políticos para sairmos da sala de televisão e resolver um probleminha. Sabemos que não tem nada de muito atraente nos programas, entrevistas e debates, mas precisamos conhecer suas propostas, até para cobrarmos depois, e mesmo para descartar candidatos com propostas fantasiosas, mirabolantes, enganadoras, que serão esquecidas após as eleições ou, se implementadas, causarão danos ainda maiores à sociedade, já tão sofrida com ações desastrosas.
Temos que fazer a nossa parte: primeiramente fazendo a melhor escolha daqueles que vão nos representar; que tenham um passado limpo; propostas éticas e factíveis e que gerem benefícios para toda a nação e não somente para o seguimento que ele represente. Sendo eleito o seu escolhido, a segunda parte é acompanhar o seu trabalho, sua frequência ao trabalho, seus projetos e como votou nos projetos apresentados pelos seus pares. Não comparecer em plenário ou se abster é o pior dos indícios.
É verdade que não passamos pelo melhor momento político de nosso Pais, mas precisamos fazer a nossa parte, participando da superação deste momento. Votar em branco ou anular o voto, por mais revoltado que estejamos, não irá contribuir. O voto, antes de ser uma obrigação é um direito do cidadão, negado em muitos lugares. Nós temos este direito! Além do voto consciente e bem refletido nas eleições, devemos ter atitudes cidadãs sempre, em especial, junto as nossas famílias, nossas comunidades e esperar pelo efeito multiplicador. Maus políticos também tem um pai e uma mãe, isto é, uma família. Falta-lhes uma formação cidadã.
Que País vamos deixar para as gerações futuras? Estamos todos no mesmo barco; não adianta se recusar a tirar a água que entra no barco pelo fato do buraco estar do outro lado. Nosso voto consciente irá determinar o futuro do nosso País.
APCBS – ASSOCIAÇÃO DOS PARTICIPANTES DA CBS











