CSN faz 74 anos com programa de recompra de ações em andamento

Fonte: Diário do Vale

Volta Redonda

A CSN, que comemora 74 anos de fundação amanhã (9), lançou no início do mês um programa de recompra de ações. A empresa vai adquirir até pouco mais de 32,77 milhões de ações que estão no mercado no momento, o que representa 5,19% dos  631,6 milhões de ações que a empresa tem no mercado. A compra de ações emitidas pela própria empresa indica que a administração considera que o valor dos papéis está abaixo da equivalência patrimonial – o valor do patrimônio dividido pela quantidade de ações.
Além disso, a recompra mostra que a administração entende que a posição de caixa da empresa é sólida – já que existem os recursos para recomprar ações – e as expectativas são boas, já que uma empresa que recompra ações está investindo em si mesma.

A história da Companhia

A CSN foi fundada em 9 de abril de 1941 e iniciou suas operações em 1º de outubro de 1946, em Volta Redonda (RJ), como uma empresa estatal. Foi a primeira produtora integrada de aços planos no Brasil.
Em 1993, tornou-se um grupo privado e passou a diversificar seus negócios numa estrutura integrada. Hoje, o grupo emprega mais de 22 mil pessoas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Piauí, Ceará e Pernambuco. Multinacional brasileira, a CSN também atua em três outros países — Estados Unidos, Alemanha e Portugal — e tem ações listadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa) e de Nova York (Nyse).

Siderurgia

A principal planta siderúrgica da Companhia, a Usina Presidente Vargas (UPV), está em Volta Redonda, no sul fluminense. Possui capacidade anual de produção de 5 milhões de toneladas de aços planos. A empresa possui cinco linhas de galvanização, sendo três na UPV, uma em Porto Real (RJ), que atende principalmente o setor automotivo, e outra em Araucária (PR), cuja produção é voltada para fabricantes de linha branca e construção civil.
A Metalic, sediada em Maracanaú (CE) e controlada pela CSN, é uma das maiores fabricantes de latas da América Latina, com capacidade instalada de 1 milhão  de toneladas por ano. O grupo controla ainda a Prada embalagens, maior parque industrial do continente voltado para a produção de embalagens de aço, com unidades em São Paulo (SP) e Uberlândia (MG). Seus principais clientes são as indústrias de alimentos, química e de aerosóis. Já a Prada Distribuição possui três centros de serviço e oito centros de distribuição e está entre as maiores do setor. Atende de serralheiros à indústria automotiva em todo o Brasil com um portfólio que varia de telhas a bobinas e vergalhões.

Mineração

A CSN extrai minério de ferro de alta qualidade das minas Casa de Pedra, em Congonhas (MG), Fernandinho e Engenho. Essas duas últimas pertencem à Namisa, mineradora cujo controle a CSN detém (60%). Além disso, também em Minas Gerais, a mina de Arcos  produz três tipos de calcário, usados como matéria-prima para a fabricação de aço e para a produção de clínquer, principal insumo para o cimento. Em Rondônia, a Ersa, controlada da CSN, produz estanho, matéria-prima da folha de flandres.
A Companhia vem implementando projetos de expansão em Casa de Pedra e na Namisa com o objetivo de produzir 89 milhões de toneladas nos próximos anos.

Cimento

A CSN inaugurou sua planta de cimento em 2009, em Volta Redonda, e desde então vem expandindo sua produção. Com capacidade de 2,4 milhões de toneladas anuais, a planta de moagem de cimento produziu e comercializou 2 milhões de toneladas em 2012. A produção utiliza 70% da escória dos altos-fornos da Usina Presidente Vargas (UPV). Todo o clínquer vem da unidade de Arcos (MG).

Logística

A CSN administra os Terminais de Carvão e Minério de Ferro (Tecar) do Porto de Itaguaí e o de Contêineres (Sepetiba Tecon), no Estado do Rio de Janeiro.
A Companhia também tem 33,27% da MRS Logística, que faz o transporte por ferrovia de parte de seu minério, aço e cimento. Ainda nesse setor, a CSN tem participação relevante na Transnordestina Logística S.A. (TLSA), que opera a antiga malha ferroviária nordeste da RFFSA. Juntos, a CSN e o governo federal investem na implantação do Projeto Transnordestina para a construção de 1.728 km de ferrovia. A capacidade de operação projetada chegará a 30 milhões de toneladas por ano e a ferrovia será essencial para o desenvolvimento da região, ao ligar áreas produtoras de grãos e de minerais aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE).

Energia

A Companhia é uma das maiores consumidoras industriais de energia do país. Por isso, vem investindo desde 1999 em projetos de geração de energia elétrica, visando a garantir sua autossuficiência. Os seus ativos nesse segmento são a Usina Hidrelétrica de Itá e a Usina Hidrelétrica de Igarapava.
Itá fica no rio Uruguai, na divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e a CSN detém 29,5%, correspondentes a 167 MW médios, por meio de uma participação societária de 48,75% na Itá Energética. Já Igarapava fica na divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais, com capacidade instalada de 210 MW (a CSN tem participação de 17,9%).
Além disso, a CSN tem uma central de Cogeração Térmica instalada na Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, com capacidade instalada de 235,2 MW. Essa unidade usa como combustível os próprios gases residuais da produção siderúrgica. Todos esses ativos asseguram à CSN uma capacidade de geração média suficiente para atender à necessidade de consumo de energia de todo o grupo.

Internacionalização

O início do processo de internacionalização aconteceu em 2001, com a aquisição dos ativos da Heartland Steel (que constituíram a CSN LLC), nos Estados Unidos. Em Portugal, a CSN adquiriu 100% da Lusosider em 2006 – siderúrgica na qual tinha participação de 50% desde 2003. Em 2012, a empresa deu outro importante passo ao comprar a siderúrgica alemã StahlwerkThüringen GmbH (SWT).

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