Controle da hipertensão arterial e do diabetes evitam danos aos rins
A cada ano, 21 mil brasileiros iniciam tratamento por diálise, e muitos acabam precisando de transplante de rins, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). A falta de controle da pressão e o diabetes são as principais causas. A seguir, a nefrologista Fátima Bandeira diz como proteger os rins.
O GLOBO: Quais são as principais causas de doença renal?
FÁTIMA BANDEIRA: As principais ainda são a pressão alta, acima de 13 por 8, e o diabetes. Mas o excesso de peso e história familiar de doença renal também contribuem. O problema é que os rins vão sofrendo, a pessoa não percebe, e, com o tempo, se não tratar as causas, ela vai precisar de hemodiálise e, muitas vezes, de transplante. Apesar de o excesso de peso ser um fator de risco, a doença renal afeta também pessoas magras. Outra causa de doença renal é a glomerulonefrite, uma inflamação crônica dos rins.
O GLOBO: E quais os sintomas que costumam aparecer?
FÁTIMA: Alguns sinais são a mudança no aspecto da urina, que fica com uma cor castanha ou sanguinolenta; edemas, inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, urina com muita espuma, fraqueza, vontade de urinar com muita freqüência e dor lombar que não piora com movimentos. Quanto mais precoce o diagnóstico, menor o risco de complicações crônicas. Geralmente os dois rins adoecem e, às vezes, a saída é a diálise ou o transplante.
O GLOBO: O que se pode fazer para prevenir a doença?
FÁTIMA: Evitar o aumento da pressão arterial e o diabetes são as medidas mais importantes. Outra é fazer periodicamente exame de sangue, para a dosagem de creatinina (substância que mostra quanto os rins estão filtrando de sangue), e teste de urina para investigar se está ocorrendo perda de proteínas. Levar uma vida saudável, com dieta balanceada e muito pouco sódio, e praticar atividade física regularmente também ajudam a proteger os rins. As crianças podem sofrer de doenças renais, mas, geralmente, elas ocorrem por outros motivos, como malformação congênita. E algumas delas podem precisar de transplantes.
Fonte: O Globo
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