CSN pode demitir 1,2 mil empregados

A notícia estourou na mesma semana em que o Sindicato dos Metalúrgicos preparou a pauta de reivindicações para o acordo salarial deste ano, entregue na tarde de sexta-feira (30) à empresa. Aproveitando a presença da imprensa, o presidente do Sindicato, Renato Soares, perguntou ao gerente de Recursos Humanos de Siderurgia, Anderson Castro, se a notícia tinha fundamento.

– A empresa vai passar por um processo de reestruturação – limitou-se a responder o gerente, que, diante da insistência de Renato em obter detalhes, disse que era um assunto corporativo e que não tinha mais informações. “Data, percentual, não tenho a menor ideia”, voltou a responder Anderson.

O Sindicato dos Metalúrgicos não vê motivos – e aparentemente não existem mesmo – para a CSN fazer demissões em massa. Por isso, Renato ameaça até fazer greve de fome a partir de quarta-feira na Praça Juarez Antunes, se as demissões se confirmarem. “O Benjamin é como Michael Schumacher. Qualquer sinalzinho de crise e ele é o pole-position em fazer demissões em massa”, comparou Renato Soares, dizendo que, a exemplo do que fez na crise internacional entre 2008 e 2009, vai falar das demissões onde for possível. “Afinal, a CSN vive recebendo recursos do governo, pelo BNDES, a juros baixíssimos e a perder de vista”, completou.

– Isso é para pressionar os trabalhadores para o acordo coletivo, tentando enfraquecer o sindicato, ou é para pressionar pela questão da volta do turno de oito horas, que eles vivem querendo implantar, ou é alguma coisa maior, visando o governo – suspeita o sindicalista, garantindo que a questão do turno é inegociável se a empresa não oferecer uma compensação que compense a mudança.

Ao deixar a empresa, após entregar a pauta, Renato anunciou que nesta terça-feira (2) será realizado no Paraná um encontro de sindicatos de trabalhadores da CSN visando a discussão de uma ação conjunta para mudar a divisão dos lucros (PLR) na empresa. “Já disse e sei que é repetitivo: não concordamos com essa comissão para discutir PLR porque ela não representa os trabalhadores, por os empregados eleitos não tem estabilidade e, portanto, não votam contra a empresa. Precisamos acabar com essa palhaçada”.

Fonte: Foco Regional

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