aQui – CBS: ‘Votem na chapa 1’

As eleições da CBS, marcadas para o dia 15, prometem dar o que falar. É que, a exemplo do que aconteceu em 2011, a direção da CSN montou e registrou uma chapa de última hora, tendo como cabeças um gerente do alto escalão da Namisa – sua subsidiária em Casa de Pedra (MG) – e um gerente da unidade de São Paulo. A estratégia da CSN, segundo fontes do aQui, é aumentar sua representatividade nos conselhos Fiscal e Deliberativo da CBS, para defender os seus interesses na entidade. Procurada pela reportagem do jornal, a CSN não quis se pronunciar. Benjamin Steinbruch também não.

A chapa da CSN vai disputar com a chapa 1 – encabeçada por Áureo Braga – o voto de cerca de 17 mil associados. Um número bem maior do que nas eleições passadas, porque este ano as pensionistas vão poder votar. Aliás, o voto delas poderá ser o diferencial do pleito, já que a CSN tem tudo para ser mais agressiva do que nunca. Em entrevista ao aQui, Áureo Braga disse que a direção da CSN pretende utilizar até quatro mil procurações de associados das unidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Porto Real. “Ela fez isto da vez passada, mas nós fizemos uma campanha forte, séria e conseguimos impedir que ela tomasse conta das decisões da CBS”, comentou Áureo.

Segundo Áureo, a tentativa da CSN de ter a maioria nos conselhos da CBS é a mesma de dois anos atrás: tentar zerar a dívida que a empresa tem para com a ‘Caixinha’. E o que é pior, mexer nos benefícios (aposentadorias) existentes. Áureo contou que embora a Associação dos Participantes da CBS (AP-CBS) tenha conseguido reverter a manobra que a empresa arquitetou junto à Secretaria de Previdência Complementar (Previc), em Brasília, a vitória ainda não é definitiva. “A CSN enviou um ofício à Previc pedindo uma reconsideração sobre o parecer que foi favorável a nós. Pelas informações que obtivemos, ela pretende levar o caso à Justiça”, lamentou Áureo.

Para quem não acompanhou o caso, vale lembrar que a CSN refez seu contrato de dívida com a CBS, após a privatização, e assumiu um débito de R$ 540 milhões que detinha com a entidade. A dívida chegou a ser registrada na Previc e deveria ser quitada em 20 anos, com parcelas mensais de R$ 8 milhões. Em 2011, nas últimas eleições da CBS, a empresa teria tentado eleger seus protegidos para os conselhos Fiscal e Deliberativo, com o intuito, segundo Áureo, de quitar a dívida milionária. Não conseguiu. Não satisfeita, a direção da CSN procurou a Previc e teria apresentado documentos, não conclusivos – é bom que se frise –, para provar que o débito estava liquidado. A AP-CBS recorreu e conseguiu, ao apagar das luzes, provar que a dívida não tinha sido quitada.

A vitória, porém, não pode ser comemorada plenamente. É que, de acordo com Áureo Braga, a CSN teria pedido a reconsideração da decisão e, por enquanto, aguarda o parecer final do Ministério da Previdência sobre o assunto. Dependendo da resposta, continuou Áureo, a empresa pode levar o caso para a Justiça decidir. “A gente teme isto daí. Principalmente se a Justiça suspender o pagamento do débito enquanto a situação estiver sendo analisada judicialmente”, comentou.

Eleições
Para tentar garantir a saúde financeira da CBS, Áureo Braga faz um apelo às pensionistas e aos demais associados da CBS, que usufruam o direito que têm de votar, e votem na Chapa 1. As eleições estão marcadas para o dia 15 de março, das 8h30min até as 18 horas, no antigo Escritório Central da CSN, na Vila. A ideia é exceder o número das procurações que deverão ser apresentadas pela siderúrgica e garantir a vitória da chapa 1, que realmente está disposta a defender os interesses dos trabalhadores, aposentados e das pensionistas – e não os da CSN.

Fonte: Jornal aQui, 04/03/2013

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